Os dispositivos de TI que mais geram chamados, e quase nunca entram no planejamento

Os dispositivos de TI que mais geram chamados, e quase nunca entram no planejamento

Em muitos ambientes de TI, os maiores geradores de chamados não são servidores, redes ou sistemas críticos. São dispositivos que ficam à margem do planejamento, tratados como acessórios operacionais, mas que impactam diretamente a estabilidade do dia a dia.

Impressoras, impressoras térmicas, coletores de dados, tablets industriais, leitores, dispositivos de automação e seus insumos raramente aparecem no roadmap de infraestrutura. Ainda assim, estão entre as principais causas de chamados recorrentes, falhas intermitentes e perda de tempo do time de TI.

O problema não é a tecnologia em si.
É a forma como esses dispositivos são enxergados, ou ignorados.


A infraestrutura que ninguém chama de infraestrutura

Quando se fala em infraestrutura de TI, o pensamento vai direto para servidores, cloud, firewall, storage e endpoints tradicionais. Mas existe uma camada inteira da operação que sustenta o negócio e não recebe o mesmo nível de atenção: os dispositivos operacionais.

São eles que:

  • viabilizam a impressão de documentos críticos
  • garantem rastreabilidade via etiquetas e códigos
  • conectam sistemas à operação física
  • sustentam processos de logística, indústria e varejo

Mesmo assim, continuam sendo tratados como periféricos. Enquanto funcionam, ninguém lembra deles, quando falham, viram urgência.


Por que esses dispositivos geram tantos chamados

O volume de chamados não acontece por acaso. Ele é consequência direta de alguns padrões comuns nos ambientes de TI.

O primeiro é a falta de padronização. Ambientes com múltiplos modelos de impressoras, térmicas, coletores e tablets criam uma diversidade de drivers, firmwares, configurações e exceções difíceis de sustentar ao longo do tempo.

O segundo é o uso de tecnologia legada. Dispositivos que “ainda funcionam” permanecem no ambiente mesmo sem suporte adequado, compatibilidade garantida ou atualização segura. Eles não quebram de uma vez. Falham aos poucos, de forma intermitente, consumindo tempo do suporte.

O terceiro é a ausência de gestão contínua. Esses dispositivos entram no ambiente como compra pontual e passam anos sem revisão, monitoramento ou estratégia clara de substituição.

No fim, o chamado não é surpresa, é consequência.


Quando o problema parece operacional, mas é estrutural

É comum que falhas nesses dispositivos sejam tratadas como erros de operação. Impressão que não sai, etiqueta que não lê, coletor que perde conexão, tablet que trava no meio do processo.

O erro aparenta ser humano ou pontual.
Na maioria das vezes, não é.

Falhas de leitura, problemas de impressão, inconsistências de dados e retrabalho quase sempre estão ligados a:

  • dispositivos fora de perfil
  • insumos incompatíveis
  • firmware desatualizado
  • falta de integração com o ambiente de TI

Ou seja: o problema está no sistema como um todo, não no usuário final.


O impacto invisível no time de TI

Cada chamado relacionado a esses dispositivos consome algo que o TI não tem sobrando: tempo. O time deixa de atuar em projetos estratégicos para resolver falhas repetitivas, investigar comportamentos imprevisíveis e lidar com exceções que não deveriam existir.

Com o tempo, isso gera:

  • sobrecarga do suporte
  • ambiente frágil
  • baixa previsibilidade
  • TI atuando de forma reativa

Quando o TI vira suporte constante de dispositivos operacionais, o problema não é o chamado. É o modelo.


Tratar dispositivos como parte da estratégia muda tudo

Ambientes mais maduros tratam esses dispositivos como o que eles realmente são: infraestrutura operacional crítica. Isso significa pensar em padronização, ciclo de vida, compatibilidade, suporte e monitoramento desde o início.

Impressoras, térmicas, coletores, tablets e leitores deixam de ser exceções e passam a fazer parte de uma estratégia clara de gestão de dispositivos. O resultado é menos variáveis técnicas, menos falhas inesperadas e mais estabilidade no dia a dia.

Quando esses pontos entram no planejamento, os chamados diminuem não porque o time trabalha mais, mas porque o ambiente trabalha melhor.


Os dispositivos que mais geram chamados de TI raramente são os mais visíveis. Eles ficam fora do planejamento, fora da estratégia e fora das decisões estruturais, até o momento em que viram problema.

Tratar esses dispositivos como parte da infraestrutura, e não como acessórios, é um passo importante para sair do modo reativo e ganhar previsibilidade operacional.

TI maduro não apaga incêndio todos os dias.
Ele reduz as chances do incêndio acontecer.

Quer entender quais dispositivos estão gerando mais risco e chamados no seu ambiente de TI? Uma avaliação técnica ajuda a identificar gargalos invisíveis antes que eles virem incidentes críticos.